Como a lembrança de um aroma distante, as palavras me chamam para serem rascunhadas.
Assim, o cheiro começa a deixar de ser lembrança e vira rima.
Rima virada. Rima rabiscada.
E o aroma começa a vir a mim, assim como as palavras escrevem nesse papel.
O perfume antes me era doce, me era doce.
Mas agora, me é salgado como minhas proprias lágrimas.
domingo, 16 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
A sua febre me traz calor
e quando está, estou tranquilo
seu desprezo me proporciona dor
tudo só passa se está comigo.
Sua primavera é o meu outono
já que nossas estações sao trocadas
talvez não saiba o quanto e como
mesmo ao seu lado, me sinto um nada.
Fico a espera de um "então",
um "concordo" ou uma proposta boa
e enquanto só me diz não
te entrego minhas palavras a toa.
Tento fazer um jardim
com todas as folhas que no passado caíram
mas ao chegar a primavera
vejo que novamente já sumiram.
Oscilo entre o que sei e o que vejo acontecer
os meus olhos são confusos pois tudo se torna dilema
minha mão amolece e eu pareço adoecer
e é sob estas condições que assino esse poema.
Geovana
e quando está, estou tranquilo
seu desprezo me proporciona dor
tudo só passa se está comigo.
Sua primavera é o meu outono
já que nossas estações sao trocadas
talvez não saiba o quanto e como
mesmo ao seu lado, me sinto um nada.
Fico a espera de um "então",
um "concordo" ou uma proposta boa
e enquanto só me diz não
te entrego minhas palavras a toa.
Tento fazer um jardim
com todas as folhas que no passado caíram
mas ao chegar a primavera
vejo que novamente já sumiram.
Oscilo entre o que sei e o que vejo acontecer
os meus olhos são confusos pois tudo se torna dilema
minha mão amolece e eu pareço adoecer
e é sob estas condições que assino esse poema.
Geovana
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Prefiro ficar quieta enquanto suas palavras são ditas e a noite passa.
Expôr meus sentimentos ás vezes dói mais do que fingir que eles não existem.
Se você não os conhece, talvez de para guardá-los por mais tempo.
Talvez seja melhor deixar você ser você, enquanto aos poucos eu vou guardando o que há em mim.
Deixando a claridade cada vez mais longe e escondendo minhas reais confusões.
Porque nem eu as entendo.
Nem eu.
Se eu me esconder dentro de mim talvez acabe sumindo com o tempo.
Talvez você sinta minha falta nesse contexto.
E aí talvez me procure por alguns cantos onde você costumava me encontrar.
Mas a pergunta primordial é: será que eu sairia de minha escuridão e voltaria a mim por você?
Dentre tudo que enche minha cabeça que nem eu sei distinguir, dentre minha vontade
de sumir e permanecer esquecida, essa pergunta eu sei responder..
é claro que eu voltaria por você.
Expôr meus sentimentos ás vezes dói mais do que fingir que eles não existem.
Se você não os conhece, talvez de para guardá-los por mais tempo.
Talvez seja melhor deixar você ser você, enquanto aos poucos eu vou guardando o que há em mim.
Deixando a claridade cada vez mais longe e escondendo minhas reais confusões.
Porque nem eu as entendo.
Nem eu.
Se eu me esconder dentro de mim talvez acabe sumindo com o tempo.
Talvez você sinta minha falta nesse contexto.
E aí talvez me procure por alguns cantos onde você costumava me encontrar.
Mas a pergunta primordial é: será que eu sairia de minha escuridão e voltaria a mim por você?
Dentre tudo que enche minha cabeça que nem eu sei distinguir, dentre minha vontade
de sumir e permanecer esquecida, essa pergunta eu sei responder..
é claro que eu voltaria por você.
domingo, 18 de abril de 2010
O caso Você
"Todos de pé, por favor.
Eu, Luiz de Carvalho, Juiz do Supremo Tribunal Federal, abro agora a primeira parte do julgamento sobre 'O caso você'.
Todos se sentem, por favor. A palavra começa sendo dirigida à defesa.”
"Boa tarde, Sr. Meritíssimo."
E o mesmo assentiu com a cabeça.
"Bom, senhoras e senhores, todos sabemos que o réu estava apaixonado quando tudo começou. E este simples fato já muda todo e qualquer ponto de vista precipitado. Comecemos então com algumas perguntas. Eu chamo o réu, você, para depor. Senhor você, o senhor em algum momento teve como objetivo fazer a vítima sofrer ou estragar sua vida?"
"Não senhora."
"O senhor, em algum momento, quis que a vítima se apaixonasse para nunca mais esquecê-lo?"
O réu tentou se lembrar de algum momento apaixonado no qual realmente desejasse isso. Mas não conseguiu. Não havia nenhum momento apaixonado de sua parte.
"Não senhora."
“Em algum momento, o senhor jurou que a amava e prometeu à ela coisas inconcebíveis?”
Você teve um pouco de medo de responder isso, mas realmente, nunca jurara a ela amor. Você tinha certeza disso, porque não o sentia. Ficou com medo das promessas, mas percebeu que realmente não as tinha feito.
“Não senhora.”
"Encerro por aqui minhas perguntas."
O réu se sentou ao lado de sua advogada.
"Agora a palavra é da acusação"
"Obrigada senhor meritíssimo"
O mesmo assentiu com a cabeça.
"Eu gostaria de direcionar essas perguntas a todas as mulheres presentes aqui hoje. Eu também chamo novamente o réu, Você, para depor."
E novamente, Você foi até a cadeira tão temida. De onde a promotoria, os advogados e o júri o observavam perfeitamente.
"Senhor Você..."
Você não sabia por que, mas as perguntas da acusação o proporcionavam medo maior. Talvez porque as mesmas o acusavam e não o ajudavam a se livrar do caso.
"O senhor tem consciência que a vítima foi iludida?"
"Sim senhora."
"O senhor, por favor, pode nos contar como foi a situação do seu ponto de vista?"
Você se levantou e assentiu com a cabeça.
"No início, eu admito que quisesse ter relações com a vítima, assim que nos conhecemos. Mas de acordo com o passar do tempo eu não quis mais nada. E a vítima deixou muito claro que queria manter laços afetivos comigo. Eu tentei de todos os jeitos possíveis dizer à ela que nada mais aconteceria entre nós, mas acho que não fui claro o suficiente."
"Senhor, em algum momento você deu esperanças à nossa vítima?"
Você abaixou a cabeça e encarou o chão. Pensamentos voavam em sua cabeça. Ele achava que sim. Achava que tinha dado esperanças sim, mesmo acreditando que a própria vítima as teria alimentado. Mas mesmo assim não sabia se podia responder aquilo na frente de toda aquela gente. Olhou sorrateiramente à sua advogada e respondeu:
"Não senhora."
A vítima se levantou em um grito:
"EU PROSTESTO! É mentira! É mentira! Conta pra eles o que você me dizia! Conta as promessas que você me fazia. Tudo por brincadeira! Você me iludiu e me deu esperanças sim e CONSCIENTIMENTE!!"
O Juiz se levantou e disse com um tom de voz mais grave:
"Senhora Carla de Andrade, por favor, acalme sua cliente!"
A vítima se sentou. Mas todos perceberam que não era o que desejava fazer naquela exato momento.Seu rosto ainda ofuscava e a fumaça que saia do mesmo abafava toda a sala.
"Acusação, mais alguma pergunta?"
"Por enquanto não, senhor meritíssimo."
Ao final da primeira parte do julgamento, ao passo de que a vítima já havia gritado seu ponto de vista, metade do tribunal a apoiava. Na verdade só havia umas 5 pessoas no máximo que ainda estavam em dúvida ou que realmente apoiavam o réu.
A noite veio e trouxe um novo dia, com a continuação do julgamento.
"Todos de pé, por favor. Eu, Luiz de Carvalho, Juiz do Supremo Tribunal Federal, abro agora a segunda parte do julgamento sobre 'O caso Você'. Todos se sentem, por favor. A palavra hoje começa sendo dirigida à acusação."
A advogada Carla se pôs de pé.
"Boa tarde meritíssimo."
O mesmo assentiu com a cabeça.
"Senhoras e senhores.."
Vários assentiram, também.
"Dando continuidade, gostaria de chamar uma amiga da vítima para depor. Lara, por favor."
Lara entrou meio assustada. Afinal, estava indo a um tribunal para defender sua amiga por amar um idiota.
"Senhorita Lara, por favor me responda, como amiga intíma da vítima, a senhorita assistiu seu sofrimento de perto não é?"
"Sim senhora."
"A senhorita pode nos contar como foram os dias da vítima pensar em levar seu caso à justiça?"
"Sim senhora. Eu ia à casa dela todo dia. Ela ficava na cama. Mal ia a faculdade. Na verdade, ela só voltou a ir depois de eu conseguir convencê-la de que não deveria parar sua vida por causa de um término de namoro. Ela estava agindo como se alguém tivesse morrido. Estava depressiva demais. Depois que voltou a viver relativamente normal, começamos a pensar no assunto de trazer o caso à justiça e ela percebeu que seria o certo à fazer, pois de fato havia um réu e uma vítima."
"Obrigada senhorita Lara, pode se sentar."
Se dirigindo agora ao júri e à platéia, a advogada continuou:
"Como podemos ver, o réu a fez sofrer conscientemente. Ele pregou armadilhas amorosas na vítima..."
Pela primeira vez, mais educado impossível, o réu estendeu a mão.
O juiz interrompeu a acusação e cedeu a palavra ao réu.
Ele se levantou, e com a cabeça baixa só proferiu uma frase:
"Eu não entendo porque estou aqui. Se o único crime foi amar quem não a ama. E este crime não foi meu."
O juiz, a promotoria, a platéia e o júri, se levantaram no mesmo momento em que o juiz bateu seu martelo na mesa e gritou bem alto:
"Eu declaro o réu inocente. Caso encerrado."
Eu, Luiz de Carvalho, Juiz do Supremo Tribunal Federal, abro agora a primeira parte do julgamento sobre 'O caso você'.
Todos se sentem, por favor. A palavra começa sendo dirigida à defesa.”
"Boa tarde, Sr. Meritíssimo."
E o mesmo assentiu com a cabeça.
"Bom, senhoras e senhores, todos sabemos que o réu estava apaixonado quando tudo começou. E este simples fato já muda todo e qualquer ponto de vista precipitado. Comecemos então com algumas perguntas. Eu chamo o réu, você, para depor. Senhor você, o senhor em algum momento teve como objetivo fazer a vítima sofrer ou estragar sua vida?"
"Não senhora."
"O senhor, em algum momento, quis que a vítima se apaixonasse para nunca mais esquecê-lo?"
O réu tentou se lembrar de algum momento apaixonado no qual realmente desejasse isso. Mas não conseguiu. Não havia nenhum momento apaixonado de sua parte.
"Não senhora."
“Em algum momento, o senhor jurou que a amava e prometeu à ela coisas inconcebíveis?”
Você teve um pouco de medo de responder isso, mas realmente, nunca jurara a ela amor. Você tinha certeza disso, porque não o sentia. Ficou com medo das promessas, mas percebeu que realmente não as tinha feito.
“Não senhora.”
"Encerro por aqui minhas perguntas."
O réu se sentou ao lado de sua advogada.
"Agora a palavra é da acusação"
"Obrigada senhor meritíssimo"
O mesmo assentiu com a cabeça.
"Eu gostaria de direcionar essas perguntas a todas as mulheres presentes aqui hoje. Eu também chamo novamente o réu, Você, para depor."
E novamente, Você foi até a cadeira tão temida. De onde a promotoria, os advogados e o júri o observavam perfeitamente.
"Senhor Você..."
Você não sabia por que, mas as perguntas da acusação o proporcionavam medo maior. Talvez porque as mesmas o acusavam e não o ajudavam a se livrar do caso.
"O senhor tem consciência que a vítima foi iludida?"
"Sim senhora."
"O senhor, por favor, pode nos contar como foi a situação do seu ponto de vista?"
Você se levantou e assentiu com a cabeça.
"No início, eu admito que quisesse ter relações com a vítima, assim que nos conhecemos. Mas de acordo com o passar do tempo eu não quis mais nada. E a vítima deixou muito claro que queria manter laços afetivos comigo. Eu tentei de todos os jeitos possíveis dizer à ela que nada mais aconteceria entre nós, mas acho que não fui claro o suficiente."
"Senhor, em algum momento você deu esperanças à nossa vítima?"
Você abaixou a cabeça e encarou o chão. Pensamentos voavam em sua cabeça. Ele achava que sim. Achava que tinha dado esperanças sim, mesmo acreditando que a própria vítima as teria alimentado. Mas mesmo assim não sabia se podia responder aquilo na frente de toda aquela gente. Olhou sorrateiramente à sua advogada e respondeu:
"Não senhora."
A vítima se levantou em um grito:
"EU PROSTESTO! É mentira! É mentira! Conta pra eles o que você me dizia! Conta as promessas que você me fazia. Tudo por brincadeira! Você me iludiu e me deu esperanças sim e CONSCIENTIMENTE!!"
O Juiz se levantou e disse com um tom de voz mais grave:
"Senhora Carla de Andrade, por favor, acalme sua cliente!"
A vítima se sentou. Mas todos perceberam que não era o que desejava fazer naquela exato momento.Seu rosto ainda ofuscava e a fumaça que saia do mesmo abafava toda a sala.
"Acusação, mais alguma pergunta?"
"Por enquanto não, senhor meritíssimo."
Ao final da primeira parte do julgamento, ao passo de que a vítima já havia gritado seu ponto de vista, metade do tribunal a apoiava. Na verdade só havia umas 5 pessoas no máximo que ainda estavam em dúvida ou que realmente apoiavam o réu.
A noite veio e trouxe um novo dia, com a continuação do julgamento.
"Todos de pé, por favor. Eu, Luiz de Carvalho, Juiz do Supremo Tribunal Federal, abro agora a segunda parte do julgamento sobre 'O caso Você'. Todos se sentem, por favor. A palavra hoje começa sendo dirigida à acusação."
A advogada Carla se pôs de pé.
"Boa tarde meritíssimo."
O mesmo assentiu com a cabeça.
"Senhoras e senhores.."
Vários assentiram, também.
"Dando continuidade, gostaria de chamar uma amiga da vítima para depor. Lara, por favor."
Lara entrou meio assustada. Afinal, estava indo a um tribunal para defender sua amiga por amar um idiota.
"Senhorita Lara, por favor me responda, como amiga intíma da vítima, a senhorita assistiu seu sofrimento de perto não é?"
"Sim senhora."
"A senhorita pode nos contar como foram os dias da vítima pensar em levar seu caso à justiça?"
"Sim senhora. Eu ia à casa dela todo dia. Ela ficava na cama. Mal ia a faculdade. Na verdade, ela só voltou a ir depois de eu conseguir convencê-la de que não deveria parar sua vida por causa de um término de namoro. Ela estava agindo como se alguém tivesse morrido. Estava depressiva demais. Depois que voltou a viver relativamente normal, começamos a pensar no assunto de trazer o caso à justiça e ela percebeu que seria o certo à fazer, pois de fato havia um réu e uma vítima."
"Obrigada senhorita Lara, pode se sentar."
Se dirigindo agora ao júri e à platéia, a advogada continuou:
"Como podemos ver, o réu a fez sofrer conscientemente. Ele pregou armadilhas amorosas na vítima..."
Pela primeira vez, mais educado impossível, o réu estendeu a mão.
O juiz interrompeu a acusação e cedeu a palavra ao réu.
Ele se levantou, e com a cabeça baixa só proferiu uma frase:
"Eu não entendo porque estou aqui. Se o único crime foi amar quem não a ama. E este crime não foi meu."
O juiz, a promotoria, a platéia e o júri, se levantaram no mesmo momento em que o juiz bateu seu martelo na mesa e gritou bem alto:
"Eu declaro o réu inocente. Caso encerrado."
quarta-feira, 7 de abril de 2010
é desgastante sentir sempre as mesmas coisas e ir dormir com um
peso no peito e aflição.
me deito na cama e sinto tudo se repetindo.
procuro minhas forças por um mísero segundo, e não as encontrando, desisto.
clamo por vozes que não posso mais ouvir e fico assim, me segurando
dentro de mim mesma, deixando as confusões sairem pelos olhos.
não sei mais afirmar meus motivos e talvez, nem os tenha de fato,
mas lembro de momentos desagradáveis e fico a remoe-los.
e assim permaneço.
remoendo o que me fez mal.
remoendo você?
já não aguento mais esse ciclo do qual estou me tornando escrava.
a dependência parece imensa, mas não quero deixar de lado.
talvez arranjando outro vício...
mas não quero.
na verdade não quero vício algum
que não seja você.
peso no peito e aflição.
me deito na cama e sinto tudo se repetindo.
procuro minhas forças por um mísero segundo, e não as encontrando, desisto.
clamo por vozes que não posso mais ouvir e fico assim, me segurando
dentro de mim mesma, deixando as confusões sairem pelos olhos.
não sei mais afirmar meus motivos e talvez, nem os tenha de fato,
mas lembro de momentos desagradáveis e fico a remoe-los.
e assim permaneço.
remoendo o que me fez mal.
remoendo você?
já não aguento mais esse ciclo do qual estou me tornando escrava.
a dependência parece imensa, mas não quero deixar de lado.
talvez arranjando outro vício...
mas não quero.
na verdade não quero vício algum
que não seja você.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Eu decidi te guardar pra mim, porque eu tenho medo que os outros te roubem um pouco.
Tenho medo que falem demais, que pensem demais, que achem demais e fujam da realidade.
Prefiro te deixar só aqui dentro, assim concordarei mais com você.
Talvez nos tornemos mais iguais ou talvez permaneçamos tão diferentes.
Tenho medo que falem demais, que pensem demais, que achem demais e fujam da realidade.
Prefiro te deixar só aqui dentro, assim concordarei mais com você.
Talvez nos tornemos mais iguais ou talvez permaneçamos tão diferentes.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Escrevo pelo medo que tenho desse sentimento ir embora quando eu abrir meus olhos novamente.
Pois me conhecendo como conheço, sei que isso é bem possivel de ocorrer.
Quero poder lembrar como foi me sentir tão bem para quem sabe em um depois, poder me livrar
de alguma mágoa que me atormente.
Foi assim...
Eu estava voltando pra casa com uma sacola cheia nas mãos. E enquanto atravessava as ruas,
eu senti essa coisa. Senti como se eu tivesse indo para o caminho certo.
Não o caminho da minha casa, porque esse caminho eu sei fazer bem. Mas algo maior, como se eu estivesse guiando a mim mesma para o caminho correto.
De repente as coisas fizeram mais sentido e eu senti uma satisfação muito gostosa dentro de mim.
Como se agora, eu estivesse mais completa.
Como se diversos e alternativos nós, tivessem sido amarrados e já não me
restassem mais dúvidas gigantes. Uma esperanca de que os problemas seriam passageiros
e a maior vontade de não me importar com eles no momento, fingir que não existem e principalmente, não aumentá-los.
Como se essa busca ao meu passado e o retrocesso de alguns anos, tivesse
me proporcionado algo que eu jamais havia sentido o sabor antes. Um sabor muito doce e perfeito à minha boca.
(As roupas em minha sacola vibravam, entendendo e concordando com o que eu sentia.)
Tudo pareceu muito claro em minha cabeca e se eu tiver como controlar, vou expandir
esse sentimento para o resto de toda minha vida.
As coisas pequenas que sempre me machucaram, foram isoladas e permaneci somente com as que me fazem bem. Das minimas às grandes.
Desde declarações e confissões, até o céu bonito que hoje vi ou o sorriso que me entregaram de manhã ou até mesmo uma florzinha que vi desabroxar.
As cores me pareceram mais alegres e eu senti como se pela primeira vez, estivesse no local certo, e não perdida em um espaço de tempo errôneo.
Uma antiga busca pelo recíproco e por uma felicidade infindável, deixou de ser procura durante todo aquele instante e simplesmente estava ali,
batendo na minha porta,
me chamando para entrar
e me pedindo para sorrir.
Pois me conhecendo como conheço, sei que isso é bem possivel de ocorrer.
Quero poder lembrar como foi me sentir tão bem para quem sabe em um depois, poder me livrar
de alguma mágoa que me atormente.
Foi assim...
Eu estava voltando pra casa com uma sacola cheia nas mãos. E enquanto atravessava as ruas,
eu senti essa coisa. Senti como se eu tivesse indo para o caminho certo.
Não o caminho da minha casa, porque esse caminho eu sei fazer bem. Mas algo maior, como se eu estivesse guiando a mim mesma para o caminho correto.
De repente as coisas fizeram mais sentido e eu senti uma satisfação muito gostosa dentro de mim.
Como se agora, eu estivesse mais completa.
Como se diversos e alternativos nós, tivessem sido amarrados e já não me
restassem mais dúvidas gigantes. Uma esperanca de que os problemas seriam passageiros
e a maior vontade de não me importar com eles no momento, fingir que não existem e principalmente, não aumentá-los.
Como se essa busca ao meu passado e o retrocesso de alguns anos, tivesse
me proporcionado algo que eu jamais havia sentido o sabor antes. Um sabor muito doce e perfeito à minha boca.
(As roupas em minha sacola vibravam, entendendo e concordando com o que eu sentia.)
Tudo pareceu muito claro em minha cabeca e se eu tiver como controlar, vou expandir
esse sentimento para o resto de toda minha vida.
As coisas pequenas que sempre me machucaram, foram isoladas e permaneci somente com as que me fazem bem. Das minimas às grandes.
Desde declarações e confissões, até o céu bonito que hoje vi ou o sorriso que me entregaram de manhã ou até mesmo uma florzinha que vi desabroxar.
As cores me pareceram mais alegres e eu senti como se pela primeira vez, estivesse no local certo, e não perdida em um espaço de tempo errôneo.
Uma antiga busca pelo recíproco e por uma felicidade infindável, deixou de ser procura durante todo aquele instante e simplesmente estava ali,
batendo na minha porta,
me chamando para entrar
e me pedindo para sorrir.
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