Há algo que não tem me deixado dormir
bem.
Meus olhos fecham, meu corpo se acalma, mas durante meu sono, minha mente não descansa.
Acordo, perturbada, algumas vezes durante uma só noite.
Durmo com a ilusão de que descanso. Mas o único que ralmente dorme são meus olhos, até o momento em que minha mente confusa os obriga a reabrir, no meio da madrugada.
Meu coração, de repente, está palpitando. Batendo forte, gritando no meu peito.
Desnorteada, não sei por quê.
Não posso identificar o motivo.
Durmo com a consciência de estar dormindo um sono confuso, um sono que mais acorda do que dorme. Acordo sabendo que dormi por um segundo, já que meus pensamentos não sabem o que significa "se ausentarem de mim".
terça-feira, 22 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Os meus olhos sensíveis que encararam os teus
não puderam ver o que me é jogado agora diante da face.
Enquanto meus olhos sensíveis, encaravam os teus
eu sorria porque sentia algo dentro de mim
e enquanto estes olhos sensíveis, sentindo, olharam os teus
o teu olhar permaneceu sério, me olhando de volta
porque dentro de ti não havia nada.
Não havia nada que teus olhos pudessem demonstrar
não havia nada que eles quisessem me dizer
nada que por algum acaso deixassem transparecer
o sentimento confuso que você sente por mim.
Mas foi isso que eles me mostravam,
quando meus olhos sensíveis encaravam os teus
eles me segredavam o teu sentimento
o lindo sentimento de porra nenhuma que você sente por mim.
não puderam ver o que me é jogado agora diante da face.
Enquanto meus olhos sensíveis, encaravam os teus
eu sorria porque sentia algo dentro de mim
e enquanto estes olhos sensíveis, sentindo, olharam os teus
o teu olhar permaneceu sério, me olhando de volta
porque dentro de ti não havia nada.
Não havia nada que teus olhos pudessem demonstrar
não havia nada que eles quisessem me dizer
nada que por algum acaso deixassem transparecer
o sentimento confuso que você sente por mim.
Mas foi isso que eles me mostravam,
quando meus olhos sensíveis encaravam os teus
eles me segredavam o teu sentimento
o lindo sentimento de porra nenhuma que você sente por mim.
quinta-feira, 8 de março de 2012
como alguém que foi tão importante na minha vida some de uma hora para outra?
nós vimos o tempo nos distanciando, presenciamos tudo acontecer.fomos cúmplices, eu e você.
e nenhum de nós fez nada para evitar nosso futuro.
eu, porque precisava te superar
e você, por quê?
a verdade é que deu errado
o tempo deu errado para mim.
não te superei.
você continua como sempre foi
uma memória afogada no meu cérebro
que revive e fica em chamas.
porque eu lembro de você quando passo nos teus lugares
lembro de você por causa de um perfume
por causa de uma roupa
por causa de uma banda, ou de três.
você é tão presente no meu cotidiano quanto a sua ausência.
porque já fazem quase milênios que não te vejo e a cada milênio que fico sem olhar para os teus doces olhos
amedoados, eu penso em você.
eu penso em você como um rojão de luz que me abate e me deixa quase cega.
quase porque sim, ainda consigo ver outras coisas, mas a principal delas é você.
e ainda tremo ao pensar em te encontrar e ainda tenho vontade de chorar quando te digo "quero te ver"
e em todas as vezes que não digo também.
eu choro tanto por dentro que não há lágrimas, são só meus pensamentos que caem como uma queda livre pedindo para você
voltar.
voltar para o que um dia foi perto de mim. voltar para quando não te tive nas mãos, porque isso nunca tive, mas sim
quando ao menos conseguia te ver ao meu lado.
quando meus olhos te enxergavam e nossas mãos se tocavam, ás vezes.
e agora tenho medo
porque talvez eu esteja pronta para admitir algo que por anos eu não tive coragem
e agora talvez eu consiga
talvez eu consiga admitir para mim mesma o porquê de tudo isso ainda me machucar
ainda me fazer nervosa
ainda me fazer tremer
e nunca usei tanta sinceridade nessas palavras antes
mas agora talvez eu as use
acho que sim
acho que sim
acho que eu amo você
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Ah, como eu sou apaixonada por você.
Como te amo.
Me sinto completa ao seu lado de uma maneira tão plena que pode até causar inveja.
Posso ser qualquer uma com você. A certa, a errada, a justa, a amante.
Você aceita sem julgamentos todas as minhas máscaras. Todas as minhas facetas.
E como eu amo isso, essa diversidade que posso exercer.
E como me encanta quando você sussurra, quando você me pede "venha, me faça acontecer, me preencha de seus mais profundos segredos".
E vou.
E deposito em você tudo que há em mim.
Tudo que há de mim.
Porém nunca é o suficiente. Você sempre quer mais, sempre aguenta mais.
Quer as palavras que eu ainda não disse e as frases que ainda não escrevi.
Ah, como você quer cada pedaço de mim.
E por isso, te amo.
Porque você me ensinou a amar.
Amar sem ter ninguém, amar sem ter alguém, simplesmente amar pela paixão de o sentir.
Amar até sem ser amada, amar sem ser recrutada.
Amar pelo amor em si. Pelo prazer (de amar).
E te amo incodicionalmente. te amo cegamente, sem ter a mínima noção de quanto amar.
Te amo tanto que sem ti, morro, você é meu socorro, a razão de eu respirar.
Te amo sem cautela, sem me importar com ela, até onde minha caneta vai aguentar.
Te amo como se não existisse, qualquer outra coisa que eu disse que não há como não te relacionar.
Eu me encanto até não mais caber
eu te amo até doer, faço você me sustentar.
Eu te exponho meus amores, te apresento meus horrores, mas você não parece se importar.
Eu te amo sem que você peça, eu te amo sem ter pressa, eu te amo até me acabar
em você
em tinta
em papel
em letras datilografadas, em letras arredondadas,
escrever.
Como te amo.
Me sinto completa ao seu lado de uma maneira tão plena que pode até causar inveja.
Posso ser qualquer uma com você. A certa, a errada, a justa, a amante.
Você aceita sem julgamentos todas as minhas máscaras. Todas as minhas facetas.
E como eu amo isso, essa diversidade que posso exercer.
E como me encanta quando você sussurra, quando você me pede "venha, me faça acontecer, me preencha de seus mais profundos segredos".
E vou.
E deposito em você tudo que há em mim.
Tudo que há de mim.
Porém nunca é o suficiente. Você sempre quer mais, sempre aguenta mais.
Quer as palavras que eu ainda não disse e as frases que ainda não escrevi.
Ah, como você quer cada pedaço de mim.
E por isso, te amo.
Porque você me ensinou a amar.
Amar sem ter ninguém, amar sem ter alguém, simplesmente amar pela paixão de o sentir.
Amar até sem ser amada, amar sem ser recrutada.
Amar pelo amor em si. Pelo prazer (de amar).
E te amo incodicionalmente. te amo cegamente, sem ter a mínima noção de quanto amar.
Te amo tanto que sem ti, morro, você é meu socorro, a razão de eu respirar.
Te amo sem cautela, sem me importar com ela, até onde minha caneta vai aguentar.
Te amo como se não existisse, qualquer outra coisa que eu disse que não há como não te relacionar.
Eu me encanto até não mais caber
eu te amo até doer, faço você me sustentar.
Eu te exponho meus amores, te apresento meus horrores, mas você não parece se importar.
Eu te amo sem que você peça, eu te amo sem ter pressa, eu te amo até me acabar
em você
em tinta
em papel
em letras datilografadas, em letras arredondadas,
escrever.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Quis viver um sonho.
Não um sonho que é sonho pela qualidade de perfeição inclusa nele.
E sim um sonho, porque simplesmente está na minha cabeça quando eu acordo.
Quando eu vou dormir. Quando eu vivo e quando morro.
Cheguei perto, tive indícios que nunca tive antes.
Cheguei a pensar.
E se...
E se estiver acontecendo?
Mas o baque foi forte demais para mim.
Eu não sou o tipo de pessoa que aguenta viver um sonho.
Então ele fugiu.
Saiu correndo para longe de mim
e agora eu o vejo, ali, tentando se esconder
bem atrás de você.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Quatro olhos que não se viam, conversavam.
Dialogavam sem parar e nem sequer sabiam qual era a cor um do outro.
Não sabiam se piscavam ao mesmo tempo, se o outro par era feliz ou triste nem até mesmo se era bonito ou feio.
Os olhos que não se olhavam, falavam palavras que saiam dentre cilhos.
Palavras que não podiam sair pela boca, porque pela boca é mais difícil de conversar sem ver.
Os olhos, que a distancia já impede a visualização de qualquer forma, encontraram uma maneira de se comunicar sem realmente observarem um ao outro.
E o incrível desse novo método é que eles se engolem e afundam como se estivessem os dois pares, um parado olhando para o outro.
Parados. De frente. Um no outro.
As palavras se entrelaçam e se constroem maiores, mais belas e com uma mágica que lhes é dada pela primeira vez.
As palavras ditas por quatro olhos. Quatro olhos que não se vêem.
Afinal, o que é a distancia para dois pares de olhos cheios de frases a compartilhar?
Dialogavam sem parar e nem sequer sabiam qual era a cor um do outro.
Não sabiam se piscavam ao mesmo tempo, se o outro par era feliz ou triste nem até mesmo se era bonito ou feio.
Os olhos que não se olhavam, falavam palavras que saiam dentre cilhos.
Palavras que não podiam sair pela boca, porque pela boca é mais difícil de conversar sem ver.
Os olhos, que a distancia já impede a visualização de qualquer forma, encontraram uma maneira de se comunicar sem realmente observarem um ao outro.
E o incrível desse novo método é que eles se engolem e afundam como se estivessem os dois pares, um parado olhando para o outro.
Parados. De frente. Um no outro.
As palavras se entrelaçam e se constroem maiores, mais belas e com uma mágica que lhes é dada pela primeira vez.
As palavras ditas por quatro olhos. Quatro olhos que não se vêem.
Afinal, o que é a distancia para dois pares de olhos cheios de frases a compartilhar?
Sonhei que eu estava na praia.
Caminhava lentamente pela areia. Arrastando meu pé e brincando com as marcas que esse movimento fazia. A areia era escura pela falta de luz e molhada por ter sido banhada pelas águas do mar alguns minutos antes de eu pisar ali.
Aos poucos eu me aproximava da imensidão negra a minha frente. Estava tudo tão escuro que eu não sabia quando as águas começavam e quando ainda era chão. Ate que senti as ondas molharem, delicadamente, meus pés.
Sonhei que eu entrava no mar.
Não podia ter certeza o quão fundo eu me encontrava porque minhas pernas, meu tronco, meus braços e face, já submersos, se confundiam com o movimento das ondas. Essas, que deviam fisicamente mover-se sobre mim, mexiam-se como se dentro de minha cabeça, como se dentro de minha alma. Cada empurrão para o lado fazia meus pensamentos dançarem e fugirem e nadarem, perto ou longe de mim.
Deitei, dormi e sonhei.
Sonhei que eu estava em casa.
Caminhava pela sala angustiada, sem entender minha angustia. Arrastando meu pé pelo chão de madeira e rindo do barulho que esse movimento promovia. As pecas retangulares compunham um visual comum. A luz amarela não modificava o marrom da madeira e ficava ali, como se imitasse uma floresta inteira, só que silenciosa e no chão da minha casa.
Aos poucos me dirigi em direção a porta. La fora, pude ver quando a abri, tudo era escuro, já dominado pela noite. Fui levada, como se guiada por algo maior que eu, ate a praia.
Sonhei que eu estava no mar.
Um tempo depois acordei submersa, sem conseguir respirar, esmagada pela pressão que a água fazia em cima de mim. E ao invés de me desesperar e tentar urgentemente nadar ate a superfície, eu fechei meus olhos e me deixei afundar e levar pelo balanço das ondas.
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