domingo, 14 de junho de 2009

Um diário à você

Tento aqui reproduzir filmes, não sei exemplificar em qual me inspirei. Mas tento imitar
uma junção e aposto que já viram algum com essa ocorrência.
Aquelas escrituras secretas e poesias ocultas,
e cartas para você, que nunca foram entregues ao destinatário.
Tento aqui fazer uma, para quem sabe, algum dia, você ler.
E você, meu caro leitor, por favor, ao terminar esta aqui, vá correndo,procure
o meu querido destinatário e mostre à ele esta carta.

Eu não sinto mais nada e ainda duvido se algum dia realmente senti algo. Mas também duvido de
não sentir nem o termo 'mento' da palavra sentimento.Duvido um pouco estar completamente imune ao mesmo.
Eu não sinto mais as dores queimando a minha pele, mas sei bem que tive um coração doído.
E talvez ele ainda bata mais devagar por tua causa. Eu confesso, é mais estranho falar da dor
sem sentí-la, mas é mais fácil assim, é mais possível racionalizar. E sem o arder apegando-se aos
meus olhos, eu consigo escrever direito, sem borrar minhas palavras com lágrimas.

Se eu paro para pensar no que tivemos,no que eu tive, não consigo achar um termo para
identificar ou caracterizar. Pensando melhor, consigo sim : nada. Não tivemos nada e meu
coração foi quebrado em vão. Talvez pareça um pouco demais, mas foi isso que eu senti depois,
eu senti um coração quebrado. No momento em que as coisas aconteciam senti muitas dores,
mas não essa especificamente. E mesmo não sentindo-a, eu só consigo vê-la agora.
Mas sei que nunca vou entendê-la, nunca.

Mesmo se hoje, com todo esse passado lá atrás, eu me ponho diante a situação de falar com você,
é esperado que me venha um gosto de dor. Um aroma do que já senti, algo meio amargo demais
para as minhas narinas. E aí tenho duas vontades : ou me declarar , sentindo algo, ou não,
ou simplesmente dar as costas e ir embora, porque você já não é mais nada. E por mais que eu não
saiba e nem tenha o que declarar, não me é ridiculamente fácil ir embora. E eu penso em você
de vez enquando. Os meus pensamentos vagam no espaço e de ora em ora passeam pela
galáxia mais longíqua, e de vez em nunca, eles voltam com você neles.

2 comentários:

Isabeela ;) disse...

Nossa, esse texto, não sei. Não tenho nem palavras. É tudo o que sempre quis dizer, tudo o que penso sentir, se é que ainda sinto algo. É uma coisa assim, inexplicaveel. Parabéns, isso ficou realmente muito bom. ')

Pontíssima disse...

que legal esse comentário!!
arrazou!!!!!!