terça-feira, 17 de março de 2009

Andy & Marcelo (Capítulo Um)

Bom, veio aqui apresentar à vocês ( se é que existe algum vocês ) a minha histórinha nova/velha.
Postarei capítulos separadamente, então com muito amor, aqui vai o primeiro.
Apresento-lhes, o Marcelo e a Andy:

Primeiro Capítulo:

"Ele realmente era uma de minhas paixões adolescentes, confesso que uma das mais fortes. É, ele foi. Lembro-me de cada dia como a mais longa recordação.

Marcelo tinha uns olhos encantadores, qualquer uma simplesmente conseguiria observar uma foto sua por no mínimo uma hora, paralisada, até que seus próprios olhos entorpecessem. Seu cabelo era sem ondas e sem cores mescladas, como se todas as cores ao seu redor tivessem sido sugadas para seus fios e formassem aquela indescritível coloração, se é que isso faz algum sentido. Seus braços, ombros, nariz e pernas, tudo me chamava com a magia e a dor de uma paixonite normal. Mas o seu sorriso, era o mais inacreditável e quase cegava os meus olhos de tanta beleza, superando o difícil e ousado ao tentar ser descrito. Perceba meu esforço... A presença de seu sorriso à noite, fazia o sol nascer novamente e qualquer sentimento ruim desaparecia de imediato e me dominavam os tremores. O som de sua risada, não me dava vontade de rir, só me dava vontade de parar o que estava fazendo e de algum modo, fazê-lo rir mais para escutar a música que quase era. Seus lábios e seus dentes pareciam terem sido esculpidos por anjos, diretamente do céu para mim. E como aquele sorriso me afetava, como... Cada dente que ele mostrava me fazia estremecer nas bases, de início.

Conheci a figura em uma lanchonete, quando nossos sanduíches foram confundidos.

- Atum com queijo?! - Gritou a garçonete.

- É meu! - Eu disse.

- É meu! - Outro alguém berrou.

Nos encaramos ao ouvir o eco que havíamos feito. E ele, com cara de homem solidário me disse que eu podia ficar com o sanduíche. Eu agradeci, estava realmente com muita fome.

- Então eu não sou o único anormal que come atum com queijo né?

Ri em resposta.

- Você também é discriminado por causa disso?! - também brinquei.

Aí ele riu. E eu, me paralisei. O tal sorriso e o tal som da risada que descrevi antes foram apresentados a mim neste dia. E eu fiquei encantada, quase amor a primeira vista, só quase.

- Sou sim. - Riu - Marcelo. – estendeu a mão – Acho que eu já te vi em algum lugar...

- Andy. – sorri apertando-lhe a mão – é, acho que você anda com alguns amigos meus.

- Quem? - pareceu interessado.

- Paula, Rick, Jéssica, Marcos, por ai...

- Aaaahtá! Putz, verdade, eu já ouvi falar de você, Andy.

O outro sanduíche havia chegado, ele o pegou e o pôs em sua frente.

- Andy é um nome meio... ahm ... - percebi que ele não encontrava palavras, com medo de me deixar sem graça.

- Excêntrico? Estranho? Masculino? É. A minha mãe é americana e meu pai brasileiro, se casaram aqui no Brasil mesmo, mas ela teimou em me dar esse nome, que lá é unissex. Mas até que eu gosto dele sabe, me faz ser diferente de natureza.

Sorri meio canto.

- Com certeza, totalmente única. E também, ninguém consegue esquecer seu nome –respondeu ele sorrindo.

E foi sói a boca abrir de novo e mostrar os dentes para o meu banco parecer bambolear e eu ter vontade total de congelar a cena e ficar ali olhando e olhando e olhando e olhando, até o ano que vem.

Nossa conversa foi seguindo enquanto devorávamos nossos sanduíches de atum com queijo até que eu tive que ir embora, e pelo visto ele também. Nos levantamos e ele disse:

- Muito bom te conhecer And. Posso te chamar assim?

Assenti com a cabeça, sorrindo. E ele continuou.

- Sai com essa galera aí que a gente se encontra, ia ser legal.

- Claro! – respondi toda boba.

Nos despedimos e fui para casa. A primeira coisa que fiz ao chegar foi ir para o meu computador e descrever aquele belo sorriso em forma de poesia. Ficou algo mais ou menos assim:

“Ao primeiro ver,

fez meu coração palpitar

de acordo com o momento

em que vi sua boca brilhar.

O dia já fora ganho

só por conhecer

aquele tal indivíduo

que me fez tremer.

E agora, louca para revê-lo amanhã

escrevo isso tudo,hipnotizada

esperando ansiosa pelo próximo dia

para ver seu sorriso,e mais nada.”

Adoro jogar fora meu sentimento assim, ele sai de algum jeito de mim e passa a pertencer a aquele arquivo onde o escrevi em sua essência final, claro, porque o seu todo permanece aqui dentro. Assim salvei lá, com o nome de Sorriso. O tempo passou e eu tinha muito o que fazer,dever de casa,arrumar o quarto,lavar a cozinha – é,eu era meio que a faxineira da minha casa quando eu estava precisando de grana,era o jeito da minha mãe me ensinar a dar valor ao dinheiro ou lutar por ele ou simplesmente fazer a filha de escrava, das três uma – então logo tive que parar de sorrir a toa e pôr meus afazeres em prática.

Eu acabei tirando aquele sorriso encantador da minha cabeça de acordo com as minhas ocupações. Ele só ficou meio guardado na minha memória, sem nada altamente obsessivo. Mas a noite,quando fui dormir,ele resolveu me dar um oi. E acordei louca para falar com a Paula sobre ele, que por pura ironia do destino, é minha melhor amiga.

Minha manhã foi sobre isso, fofocas absurdas sobre Marcelo e sua gangue, Marcelo e sua escola, Marcelo e seus hábitos, Marcelo e Marcelo e Marcelo. Estranho, o magnífico sorriso dele não afetava Paulinha, na verdade, ela mal notara que era tão branco e brilhante assim. Não a fazia estremecer nem nada do tipo, e isso me deixou um pouco inquieta. Será que era um problema comigo? Eu faria o sacrifício de sair mais com ele para descobrir.

Eu bem estava acostumada a me sentir atraída por garotos, e geralmente era coisa de dia, semana ou horas para sair da minha cabeça fácil. Mas com Marcelo eu sentia algo diferente, como se alguém me dissesse que com ele, não seria assim."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Meu tempo com você


"Eu preciso de alguns minutos,
para me concentrar
para escrever.

Eu preciso de alguns minutos
para tentar
te entender.

Eu preciso de algumas horas
para aprender
a me descrever.

E de mais alguns minutos
para fazer
você saber.

Eu preciso do meu tempo
para formular
minhas conversas.

Eu preciso do seu tempo
para te dizer
que não me impeça.

Eu preciso de todo tempo
para aprender
a lidar.

Eu preciso de mais tempo
para saber
como te amar.

Em compensação,
não preciso de tempo
para cair na sua armação
não preciso de tempo
para estar na sua mão
não preciso de tempo
ao estraçalhar meu coração.

Nunca precisei de tempo
para sofrer,te ver partir
para cantar,te ver sorrir
para chorar,te ver sumir.

Mas preciso de alguns minutos,
para pensar
para saber.

Eu preciso de alguns minutos
para entender
e te dizer.

Eu preciso de mais minutos
para compreender
e absorver.

E preciso de todas as horas
para aprender
a te esquecer."

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sua velha canção

Meu eterno xodó.

O seu tempo pode ter passado
mas lhe afirmo que o meu não
e enquanto vê tudo certo ao seu lado
eu ainda canto baixinho aquela sua velha canção.

E a cada passo que você dá
ainda sinto meu coração tremer
e alguma coisa dentro de mim
ainda quer fazer você saber
O quanto eu já chorei por você
e as horas que perdi pensando
em como redigir isso tudo
e se chegava à você cantando.
A sua velha canção.

Se ela te conquistou uma vez,
será possível conquistá-lo novamente?
mas isso é muito perigoso,e talvez
o certo seja te excluir completamente.

Talvez não tenha sido a canção
que lhe conquistou aquele dia
o que aconteceu foi conscidência
e disso ninguém sabia.

O que tornou a vir depois
foi o errado e o sofrido
achei que existia um "nós dois"
e quando te olhei,já havia ido.

Te inventei e te quis
desse jeito,mesmo assim
não entendia que o que fiz
foi me degradar aos poucos,ao fim.

Sentindo aquele velho aperto
abaixo minha cabeça e forço a voz
e me toma por completa o medo
porque volto a pensar em nós.
Levanto-a aos pouquinhos
sem saber o porque ou a razão
e olhando de frente ao espelho,
ergo a voz, e canto a sua velha canção.

domingo, 23 de novembro de 2008

Não soa mais esperançoso..

Nada foi feito. E sempre é a falta que machuca mais.
Não há motivo para esse tudo,mas ele está aqui,tão presente quanto eu.
Creio que é a chuva,ela traz esse todo à mim. Quando começam a cair as gotas,lentas e calmas,as dores inexistentes começam a sobressair.E voam em minha direção.E se apegam a mim.
Creio que as gotas são minhas lágrimas,as lágrimas mais fortes que nunca soube chorar,que nunca me foi possível aprender a chorá-las.Nunca tive uma chance.
Fui criada assim,fui programada,não tive oportunidade de tentar mudar.E se agora estou aqui debruçada com sentimentos ruins a solta,é porque eu sou eu,e simplesmente eu.
Porque se eu fosse você,não estaria aqui digitando mágoas,não estaria pensando no que não ocorreu,e teria força suficiente para saber que nada foi culpa minha. Eu nem ao menos estava lá.
Estava ausente.Eu estava ausente de você,mas você,não estava ausente de mim.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Boneca de Pano

As pessoas veêm-me muito diferente de mim.
E disso eu tenho a mais pura certeza,porque eu acho que ninguém percebeu o que eu realmente talvez seja.

Talvez eu seja uma boneca de pano,cujo coração foi roubado.Deixou-se um rombo gigantesco em seu peito.Enquanto o mesmo não havia retornado.
Mas mesmo assim,de repente,veio uma dor forte e instalou-se em mim.
E ela ficou,em cada metro de meu corpo rendado,com meus panos e babados.
Os meus vestidos trocados,começaram a ser mais escuros,independente do cair da noite ou do levantar do dia. Eles só me eram propícios se mais próximos ao negro
que me abrangia.
Chegou uma hora que não os quis mais trocar,não fazia diferença.
Todo dia eu acordava e botava minha leve mão sobre meu peito,o apertava, e não sentia nada.
Até que em uma noite,pouco escura e menos sombria,eu vi um clarão no canto de minha cama. Cheguei minhas mãos a ele,e encontrei ali meu coração.
Abri meu armário,peguei minha caixa de costura e retirei a atadura de papel que cobria meu peito de pano.
Coloquei meu coração de volta e o costurei cuidadosamente.

Talvez eu realmente seja esta boneca de pano com o coração resgatamente perdido.Porque sim ele voltou a mim,sim,meus vestidos e panos o cobrem,eu o abrigo. Mas de qualquer outra maneira,não o sinto como isso.Ele voltou intacto e este fora o
problema.O coração da triste boneca de pano não fora amado como amara,não fora desejado como desejara e não teve o que quis.Seu coração não passava de nada mais além de um pedaço fofo de pano,em formato reconhecível.Ele não fora modificado e pior,não fora roubado.A bonequinha queria que alguém a amasse como ela ama,e para isso teria de ter consigo uma parte de seu coração,mas vendo ele voltar intacto,ela percebeu que sua missão fora incompleta,sem sucesso.

Talvez eu realmente seja esta inocente boneca de pano,que se percebe diferente de todas as outras bonecas,agora.
Ela não sente os desejos das outras e não tem as mesmas vontades.Porque afinal,elas são apenas bonecas com corações marcados e eu,sou uma diferente boneca de pano,me destacando entre as caixas,com um coração ferido e sem marcas.
A boneca de pano aperta seus braçinhos moles tentando mostra que é forte,mas ela não consegue acreditar nesse força.
A bonequinha de pano procura em uma busca inssaciável algo que ela não tem certeza de saber o que é.

E talvez eu realmente seja essa boneca de pano,cujo coração roubado não fora amado,
cujas pessoas em volta não se misturam,cujo caminho é um ponto de interrogação e principalmente,cuja procura será guiada,fortemende a frente,até que ela encontre
aquele pedaçinho minimo de seu coração,que ela ainda não percebeu sumir,mas que a fora roubado discretamente.E quando ela perceber que descobriu o que procura,e quando finalmente achar o pedaço perdido de seu coração,seus panos não serão mais panos e os babados dos vestidos de renda,se tranformarão em outros,e agora
finalmente será inclusa e entenderá que é possível ser feliz.

E quem sabe as pessoas consigam ver-me,agora,como eu realmente sou.
Como uma boneca de pano.
E talvez elas entendam e saibam que eu realmente sou aquela boneca de pano,com o coração complicado,os vestidos rendados
com meus panos e babados,esperando sempre,por um alguém.






Meu mais novo chamego,vale a pena ler.