sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

o tempo tira tudo
tudo de mim
mas se eu pudesse pedir
para o tempo
não tirar
uma coisa de mim
eu pediria para ele
não tirar
você.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Se o meu mundo não para ao ouvir sua voz
se o que mais espero não é saber o que você pensa de mim
se o que mais quero não é ter recordações suas para me lembrar dos tempos áureos que vivemos
se o meu presente não é mais completo com sua presença
se eu não esperasse ansiosamente só pelo prazer de te reencontrar
se eu não procurasse em cada pessoa ao meu redor tudo o que vejo em você
se eu não fizer questão de te ter, nem que seja só por um momento

me deêm um remédio, pois fiquei louca de vez.


(ou que maravilha... fiquei curada)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tuyo

Vi um pedaço seu perdido pelo mundo.
Em um lugar que pouco esperava encontrar-te.
Minha reação ao te ver foi um susto. Um não saber o que fazer. Ou te levava ou fugia.
Te toquei com as pontas dos meus dedos para tentar te sentir mais próxima. Tentei ler tudo que escrevia, tentei decifrar as pistas que você talvez tivesse deixado para mim. Porém de todo calor que meus toques lhe deram, não recebi nada de volta.
Não me havia mais outra saída, por mais atordoada que estivesse e pudesse ficar, te deixei lá e saí.
Te deixei intacta, como a havia encontrado. Como se tivesse sido excomungada de seu habitat natural e jogada até mim só para que eu te olhasse e sentisse isso tudo. Isso tudo que sempre sinto.
Te deixei lá lisa e colorida, sem a minha presença, sem meus toques, somente com as palavras de Neruda e com a companhia de outras fotos de bicicletas e flores e mar...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como uma criança escrevi as letras do seu nome.
Essas letras que, juntas, estou tão desacostumada a traçar.
Tudo foi ficando meio torto, meio assim: M
Meio grande demais, meio sem caber no espaço entrelihas.
Um lápis sem saber o que fazer com a folha.
Meio um i delicado e solto. Um r um pouco mais seguro de si.
Outro i tentando imitar o primeiro.
Um a redondo, querendo ocupar todo espaço ao seu redor.
E um m fino e espaçoso, que não tem coragem de acabar.
Não tem coragem de deixar o papel, pois com tanta falta de uso a alegria desse encontro era tamanha que não podia dizer adeus.
Porque no final das contas, até o papel e a caneta têm saudade de você.
M i r i a m

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sentei em um banco e fiquei te esperando.
Li várias páginas de algum livro.
Falei no telefone.
Conversei.
E já não sabia mais o que fazer.
Quando cansada, percebi que te esperava há muito tempo.
Que tipo de garoto deixa uma menina esperando por duas horas?

Comecei a andar, impaciente, pela sala.
Dois minutos mais se passaram.
Peguei minhas coisas e fui embora.
Eu estava fulminando de raiva, poderia ser facilmente confudida com um dragão.
Que tipo de garoto deixa uma menina esperando por duas horas?

A dúvida deu lugar à fúria e comecei a torturá-lo em minha mente.
"Tomara que a luz do prédio acabe e ele fique sem luz!
Tomara que quando ele tentar ligar o computador, tome um baita dum choque!
Tomara que ele fique trancado no quarto com medo do escuro e um rato suba
na cabeça dele!
Tomara que todas as meninas liguem para ele e digam que não querem, nunca mais,
relacionamento algum!
Tomara que.."


Ah, a raiva é o melhor remédio para própria raiva..
Viu como já passou?